OS GURUS DO SEXO



Sexo, um dos temas que despertam mais curiosidade na raça humana, seja ela por meio do gosto ou da repulsa pelo assunto. Devido tal interesse, buscamos dicas, conhecimento de suas diferentes formas e manifestações. Através da quebra de tabus (ou tentativa) criamos ainda mais tabus e nos distanciamos cada vez mais de um bom conceito, o de se lixar para isso. Criamos, não sem base histórica, novos gurus do sexo: qualquer idiota - pervertido ou reprimido, tanto faz.

Em toda a mídia, em todo programa de TV relacionado ao sexo, há dois tipos de apresentadores, os gays e mulheres com atitudes extremas feministas (ainda que na realidade não o sejam). Volta e meia surge um hétero democraticamente apoiador de qualquer novo ou velho conceito que se apresente. Qualquer atitude de reprovação pode ser encarada como homofobia ou machismo, o que é um grande pecado.

Enquanto dão suas dicas e mostram tantas formas de trepar quanto é possível imaginar, das mais caretas às mais bizarras, independente do sexo ou número dos participantes, insistem em evidenciar que estas são, cada uma ao seu modo a “manifestação maior do amor”. Tenham dó, para quem quer destruir aquilo que o padre falou, insistir nesse bordão medieval é mais brega que benzer a periquita da parceira antes do ato, e sem botar a mão, que senão já é preliminar. O argumento da “manifestação do amor” é falho porque sexo e amor são muito claramente coisas bastante distintas.

Forma de sexo livre: botanofilia.
Há muita crítica sobre as formas tradicionais de sexo e um certo exagero na divulgação (ou seria incentivo?) às novas formas. Deve-se ressaltar porém que cabe à pessoa, e apenas a ela, decidir a forma a que melhor se adapta: sexo cristão, sadomasoquista, ménage, tântrico, suruba, self-service, celibato e por aí vai. Julgar um ou outro grupo por se submeter às regras do sexo às quais estes optaram é extrapolar o conceito de liberdade sexual e “forçar democraticamente” seus próprios conceitos. Até as formas mais livres tem suas regras.

Se quiser uma prova de que amor e sexo não têm relação alguma basta se perguntar quantas vezes você já transou com as pessoas as quais mais ama e quanto ama aquelas com quem já transou ou desejou transar. A manifestação máxima do amor não existe, pois pode se manifestar de qualquer forma (talvez apenas raramente no ato sexual).

O conhecimento das diferentes formas e manifestações, a participação em uma ou mais destas não dá ao indivíduo habilitação para discorrer sobre a melhor opção. Será sempre uma questão subjetiva, então ninguém precisa se achar melhor do que o outro por imaginar ter uma “mente mais aberta” ou “conhecimento da verdade”. Os achismos de todas as partes são tão interessantes quanto a vida sexual das ostras.