Por: Dan Quintão
Grandes líderes religiosos, políticos e inclusive ótimos profissionais das ciências humanas anunciam diariamente a desestruturação da “família” e seus riscos para os indivíduos e a sociedade. Uns tapados todos eles.
As
estruturações familiares refletem a cultura vigente em cada tempo, suas regras
morais, negligências e positividades. Uma família constituída por mãe e filhos
não é inferior a uma família nuclear tradicional – pai, mãe e filhos juntos sob
o mesmo teto - ou algo mais moderno como filhos de casais homossexuais. Nesse
pacote podemos incluir famílias tentaculares, uma verdadeira colcha de retalhos
genéticos, onde o filho da mãe não é filho do pai e o do pai biológico pode ser
da tia ou da puta; inclusive, só para demonstrar que não há tanta diferença
assim, lembre-se que filhos da puta podem ser encontrados em qualquer família.
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| Exemplo de família nuclear tradicional |
Toda
reestruturação é um tiro no escuro, isso é fato. As coisas podem piorar ou
melhorar, mas seja qual for o resultado a culpa não é deste ou daquele grupo
familiar aparentemente estranho, apenas da própria sociedade que perde tempo
demais julgando e tentando adivinhar o futuro ao invés de desenvolver sua
capacidade de perceber o mundo atual ao seu redor, suas peculiaridades e
potencialidades. Sim, acredito que cada nova estrutura social potencializa o desenvolvimento
de determinadas áreas de seus cidadãos. Quais são, só o tempo dirá. Enquanto
isso, mestres, por favor, procurem tirar os narizes de seus livros e teses por
um segundo, descolar a bunda da cadeira, ir até a porta da rua e se decepcionarem
ao perceberem que perderam tempo falando sobre a sociedade idealizada nas suas
cabeças enquanto o que está lá fora evoluiu incrível e descontroladamente nesse
meio tempo.
Agora
dá licença que meu filho está
chorando enquanto a mãe dele faz uma “boquinha” na casa do Sr. Vladimir e minha
esposa, tia do meu filho, assiste TV balançando os braços. Já já dou um reset
nesse tal The Sims.
Autor: Dan Quintão

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