Por: Dan Quintão
Sexo, um dos temas que despertam mais
curiosidade na raça humana, seja ela por meio do gosto ou da repulsa pelo assunto.
Devido tal interesse, buscamos dicas, conhecimento de suas diferentes formas e
manifestações. Através da quebra de tabus (ou tentativa) criamos ainda mais
tabus e nos distanciamos cada vez mais de um bom conceito, o de se lixar para isso. Criamos, não sem base histórica, novos gurus do sexo: qualquer idiota - pervertido ou reprimido, tanto faz.
Em toda a mídia, em todo programa de TV
relacionado ao sexo, há dois tipos de apresentadores, os gays e mulheres com
atitudes extremas feministas (ainda que na realidade não o sejam). Volta e meia
surge um hétero democraticamente apoiador de qualquer novo ou velho conceito
que se apresente. Qualquer atitude de reprovação pode ser encarada como
homofobia ou machismo, o que é um grande pecado.
Enquanto dão suas dicas e mostram tantas
formas de trepar quanto é possível imaginar, das mais caretas às mais bizarras,
independente do sexo ou número dos participantes, insistem em evidenciar que
estas são, cada uma ao seu modo a “manifestação maior do amor”. Tenham dó, para
quem quer destruir aquilo que o padre falou, insistir nesse bordão medieval é
mais brega que benzer a periquita da parceira antes do ato, e sem botar a mão,
que senão já é preliminar. O argumento da “manifestação do amor” é falho porque
sexo e amor são muito claramente coisas bastante distintas.
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| Forma de sexo livre: botanofilia. |
Há muita crítica sobre as formas tradicionais
de sexo e um certo exagero na divulgação (ou seria incentivo?) às novas formas.
Deve-se ressaltar porém que cabe à pessoa, e apenas a ela, decidir a forma a
que melhor se adapta: sexo cristão, sadomasoquista, ménage, tântrico, suruba, self-service, celibato e por aí vai.
Julgar um ou outro grupo por se submeter às regras
do sexo às quais estes optaram é extrapolar o conceito de liberdade sexual
e “forçar democraticamente” seus próprios conceitos. Até as formas mais livres
tem suas regras.
Se quiser uma prova de que amor e sexo não
têm relação alguma basta se perguntar quantas vezes você já transou com as
pessoas as quais mais ama e quanto ama aquelas com quem já transou ou desejou
transar. A manifestação máxima do amor não existe, pois pode se manifestar de
qualquer forma (talvez apenas raramente no ato sexual).
O conhecimento das diferentes formas e
manifestações, a participação em uma ou mais destas não dá ao indivíduo
habilitação para discorrer sobre a melhor opção. Será sempre uma questão
subjetiva, então ninguém precisa se achar melhor do que o outro por imaginar
ter uma “mente mais aberta” ou “conhecimento da verdade”. Os achismos de todas
as partes são tão interessantes quanto a vida sexual das ostras.


